Frio em final de ano
Sentados ao meio fio,
Sinto o frio novamente em meus pelos,
De lá emergem os cheiros
Mais profundos e intensos.
A alma pura e subordinada
De um cão velho e sensível,
Como tudo que emergia do nada,
E ascendia como fogos no réveillon.
Pura, era sua discrepância,
São 8pm, e tem duas garotas e meia me olhando,
Acho que pensam que sou dali,
Do momento,
Do minimalismo,
Da inercia,
Só estou encarando os olhares cintilantes,
De quem tem meia vida.
Cinismo faz parte da minha existência,
Com ele coexisto,
Sinto tudo se destruir,
Com ele perduro, e submeto,
O caos em penitencia tem duas vias,
Nela me encontro,
Caminhando rumo ao esquecimento.
Comentários
Postar um comentário